MEMÓRIA
Daquele dia, o que guardo
na lembrança é a calma no olhar.
A incrível criança que me tomou
a alma, tornou-me impassível
e parece impossível descrever
o que só meu coração foi capaz de ver:
a paz ambígua da desgraça;
a graça ambígua do infortúnio;
a eterna fortuna da miséria.
A fortuna de um miserável é sê-lo
e com isso alimentei meu orgulho;
foi o que fiz para mudar minha mente,
curar meu caminho e seguir em frente,
eternamente quase-feliz.
(PC - 22/11/2007)
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3 comentários:
Nossa, esse tá indo no âmago da alma!!!
Mt bom!
Salve Paulo Cruz! Reverências poeta amigo!
Aí de mim! Estou perdido! porque sou um sonhador de obras impuras e habito no meio de idealistas de impuras obras, e os meus olhos viram teus poemas reinando, desluziram ante a soberania de teus feitos poéticos!
Que a iniqüidade de ser apenas um ladrão do fogo roubado do ladrão do céu venha a ser um dia extirpada de mim, assim como perdoados sejam os pecados de um mero fazedor de experiências como eu, que, contudo, ainda sabe curvar-se diante da manifestação do verdadeiro e autentico belo que escorre direto de sua alma delicada para o ciberespaço, alçando vôo como um cometa para depois atingir nossos corações como se fosse a seta do filho de Vênus e nos fertilizar de formosura...
Ai de mim! Ai de nós!
Beijos e abraços ternos de um aprendiz do sua glória e talento,
Miguel Garcia
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