Sexta-feira, Novembro 23, 2007

MEMÓRIA

Daquele dia, o que guardo
na lembrança é a calma no olhar.
A incrível criança que me tomou
a alma, tornou-me impassível
e parece impossível descrever
o que só meu coração foi capaz de ver:

a paz ambígua da desgraça;
a graça ambígua do infortúnio;
a eterna fortuna da miséria.

A fortuna de um miserável é sê-lo
e com isso alimentei meu orgulho;
foi o que fiz para mudar minha mente,
curar meu caminho e seguir em frente,
eternamente quase-feliz.

(PC - 22/11/2007)

3 comentários:

CresceNet disse...
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Alexandra disse...

Nossa, esse tá indo no âmago da alma!!!

Mt bom!

Miguel Garcia disse...

Salve Paulo Cruz! Reverências poeta amigo!

Aí de mim! Estou perdido! porque sou um sonhador de obras impuras e habito no meio de idealistas de impuras obras, e os meus olhos viram teus poemas reinando, desluziram ante a soberania de teus feitos poéticos!

Que a iniqüidade de ser apenas um ladrão do fogo roubado do ladrão do céu venha a ser um dia extirpada de mim, assim como perdoados sejam os pecados de um mero fazedor de experiências como eu, que, contudo, ainda sabe curvar-se diante da manifestação do verdadeiro e autentico belo que escorre direto de sua alma delicada para o ciberespaço, alçando vôo como um cometa para depois atingir nossos corações como se fosse a seta do filho de Vênus e nos fertilizar de formosura...

Ai de mim! Ai de nós!

Beijos e abraços ternos de um aprendiz do sua glória e talento,

Miguel Garcia