quarta-feira, fevereiro 27, 2008

DO AMOR

Diria eu do amor qualquer bobagem?
Não. Sei que o amor é nato dom perfeito,
que no peito que guarda a paz, proclama
as intenções de um bem que é tão modesto,
que o seu protesto de atenção é doce
a ponto de manter resignada
a alma do que sofre o amor perdido,
e pensa não servir para mais nada.

Há dor, não nego, mas há fé, há vida,
e havendo isso por perto, o desespero
não ganha dimensão não concedida,
de ter toda atenção que há no mundo.

O amor só faz algumas exigências:
conter o desejar desordenado,
amar sem concessão, limite ou medo,
colhendo com prudência o que semeia.
Fugir de sujeitar a alma alheia,
sentindo da saudade o traço terno,
que haja espaço à liberdade, ao sonho,
que enfim atingirá valor eterno.

(PC - 25/02/2008)

2 comentários:

rubenita disse...

passando por aqui prá pedir desculpas na demora em fazê-lo!! rsrsrsr!!! como é bom ler seus textos... continue assim: inspirado e inspirando!!!

amo-te, no Senhor! que Ele seja sempre sua fonte!!!

bjo em seu coração!

Laion Monteiro disse...

Paulo,

"Há dor, não nego, mas há fé, há vida,", trecho que me encantou.

Preciso.

Um abraço,

Laion